Archive for April, 2008

Cansaços

Eu odeio admitir que estou cansada. Não cansada do tipo: dormi mal, minhas pernas doem, trabalhei demais hoje, etc. Disso tudo eu reclamo sempre, e demais, até.

Eu não gosto é de admitir que estou cansada do resto. Quem sempre está cansada é a minha mãe; estar sempre cansado da vida é irritante. Eu adoro a minha. Adoro estudar e estagiar/trabalhar e viver correndo. Não suportaria ser dona de casa em tempo integral, mesmo que chovesse dinheiro para isso.

Eu não me canso dos tênis cheios de areia, dos dias de chuva, das noites de sanduíches. Eu não me canso dos uniformes, nem de estudar ou de me preocupar. Eu não me canso de dizer não, de fazer contas pro mês comprido e dinheiro curto.

Só que, né, às vezes cansa, sim.

E eu me lembro do meu despertador matinal, a música mais irritante e a única que consegue me acordar ultimamente:

Sobre o Secret Show!

A primeira banda não ouvi nem pretendia; queria Pública, ou, no máximo, Cartolas. Gastei o tempo do primeiro show tentando encontrar conhecidos com cerveja excedente, já que pagar 7 reais estava fora de cogitação. Maldita inclusão digital, mas até que terminou ligeiro.

Esperei ansiosamente por Superguidis, ouvindo Strokes no intervalo. Divertidíssimo!

Eles começaram com Malevolosidade, o que achei ótimo, e foram alternando as novas com as antigas, passando por Véio Máximo, O Banana, e, a mais gritada e esperada: O Raio que o Parta. Agradeço a Sue e por todos os que estavam na frente do palco e que a pediram comigo, heh.

Eu já teria ido embora ao final do show deles, estava cansada e com sono.

Só que começou Pato Fu e foi tão legal, mas tão legal que eu não conseguiria ir embora, nem que me convocassem. Pulei muito com a Fernandinha cantando Mama Papá (lindinhha!), Eu, Tudo vai Ficar bem, Ring My Bell,  Perdendo Dentes, etc., não necessariamente nessa mesma ordem.

Ao final, fomos para o Bells. Conseguimos a proeza de fechá-lo, sozinhas. Fotos bizarras de celular e etc. eu pretendo disponibilizar, um dia.

O que fazer nessa segunda-feira?

Assistir a Pato Fu e Superguidis!

Pato Fu dispensa apresentações. Já fui a show deles esse ano e, realmente, vale a pena.

Superguidis é uma fantástica bandinha com hits como “O Banana”, “O Véio Máximo”, “A Saudade e o All Star”! Há muito tempo não os vejo tocar, mas recomendo. As letras são ótimas.

Enfim, se tu queres cantar “O raio que o parta” comigo amanhã, 28/04, às 20h, no Opinião siga as instruções:

1) Faça uma conta no myspace – custa menos de dois minutos!

2) Adicione como amigos a BrT e o SecretShows.

3) Imprima o seu perfil com esses dois amigos.

4) Seja dos primeiros 800 a chegar no Opinião na segunda-feira!

5) Não esqueça do RG original e de ter mais de quatorze anos.

Gostaria de informar aos meus leitores que

*Este post foi produzido sob encomenda.*

Testando o feed

teste, 1, 2, 3.

Editoração

Nesse semestre estou cursando uma disciplina eletiva, dois créditos apenas, para encher a manhã de quinta-feira: fundamentos da editoração. BIBqualquercoisa, mas ministrada e cursada por DACOMS.

Em primeiro lugar, preciso destacar o fato de que me senti na PUC. Professoras jovens, alunas de unhas feitas e roupas de marca. Poucas velhas chatas, caras formados, gente com cara de biblioteca escolar. Gostei.

Adorei também a forma como as aulas são conduzidas: “powerpoints” com imagens, apenas. E elas falam. Muito e bem.

Continue reading ‘Editoração’

Tá explicado:

Joanna Newson Mudou Minha Vida

Ao ouvir Clap Your Hands Say Yeah (CYHSY) pela primeira vez, pensei: ECA. Isso há muito, mas muito tempo atrás.

Eis que, dia desses, me apresentaram Joanna Newson – situações incomuns pedem músicas incomuns – e achei graça. Parecia uma criança gritando. Não: uma velhinha gritando. Não! Uma criança-velha gritando!

Ouvi de novo. Gostei. Viciei. Não parei de ouvir.

Depois da Joanna, CYHSY pareceu agradável. Velhinhas resmungonas e crianças berronas não me incomodaram mais. Até a minha voz de taquara, que me traz dores de cabeça constantes, começou a ficar um pouco mais aceitável.

A Joanna Newson trouxe-me uma paz auditiva inédita.

Post que estava nos rascunhos, prestes a ser descartado, e só foi publicado hoje porque voltei a ouvir CYHSY. Continua atual: ainda escuto a Joanna e agora adoro CYHSY.

Vou cortar minha língua fora

Nos últimos dias comecei a me dar conta de como eu falo demais. O que eu penso. Sem medir palavras.

Mesmo sendo advertida (não me incomoda, Carla ), eu continuo.

Exemplo prático:

- Carla, vou abrir uma banquinha de cachorro-quente, não é o máximo?

- Are you out of your mind ?? Vai achar um emprego de verdade porque isso VAI dar errado.

E fico pasma que todos apóiam ou não mostram pra criatura o que pode dar errado. Claro que sou uma exagerada: ao invés de dizer que pode dar errado, digo que vai dar errado. Mas é só pra assustar um pouquinho, fazer a pessoa pesar os prós e contras, perceber que a vida não é um moranguinho.

Pena que nem todos me conhecem: não levo a sério tudo que eu digo, meus amigos deveriam levar menos ainda.

Edit: e é alguém concordar comigo que já me revolto e tenho vontade de ser “eu mesma”:

Will Dalosto says: (19:30:09)
apoio a medida :P
carla. vou cortar minha língua e etc. says: (19:30:34)
continua apoiando, e corto a tua ;D

Massa, queijos e camarão

Sou adepta do congele-o-que-sobrar-ao-invés-de-comer-amanhã.

Hoje a noite eu não tinha nada no meu congelador além de uma massa com camarão e um risoto de bacalhau.

Como o risoto de bacalhau é muito recente, optei pela massa.

Ao descongelar, lembrei-me de quando e porque a cozinhei. Achei graça, acrescentei molho branco e tive uma refeição maravilhosa.

Até eu perceber que não cozinho mais.

Ok., na páscoa fiz uma comidinha – e só.

Nada mais de carnes, queijos, massas, risotos, sobremesas, saladas.

Os motivos são a falta de público – Alice anda chata pra comer – e preguiça. Minha semana anda tão cheia que não quero cozinhar, não quero lavar louça, não quero [ok., vocês já entenderam]. As soluções para o problema não existem a curto prazo e não quero mais me conformar com miojo.

Venho por meio deste post solicitar aos gentis leitores sugestões rápidas e práticas de pratos gostosos.

Não me decepcionem!

(pra ler ouvindo: Pancakes For One – Of Montreal)

Lembrei-me de um fato um tanto quanto desconfortável, hoje, ao ler esse post.

Comíamos um xis e falávamos sobre nada quando ele, da forma mais natural possível, confessou (não me parecia arrependido, mas usarei o termo confessar, mesmo) que não só gostava de anime/mangá como havia andado com seres de gosto semelhante.

Não que meus namorados anteriores não gostassem desse tipo de coisa. Gostavam, e jogavam CS, colecionavam revistinhas, diziam “joinha, champs!”.

Só que era algo declarado: eu os “escolhi” porque não gostavam do que eu gostava, por mais contraditório que pareça. Mais ou menos como o Cleber, não gosto de discutir literatura, política ou minhas musiquinhas com namorados. Que me contem sobre o dia que tiveram, o que aconteceu no ônibus ou como gostaram de um seriado qualquer. Apenas nos últimos meses adotei como critério excluir da minha lista meninos que tivessem um perfil literário / musical / político muito discrepante. Percebi que me causava extremo desconforto ouvir abobrinhas sobre esses e outros assuntos.

Por que então eu fiquei com aquela cara de besta – e protestei, ah, como protestei! – quando ouvi que o outro gostava daquilo? Porque eu não esperava. Por não parecer que havia um passado que o condenasse. Porque ele ocultou, sem querer, o fato.

Mesmo assim, não foi com alegria alguma que, no mesmo dia, fui cordialmente dispensada.

Parece-me agora mais interessante saber previamente de fatos e gostos diversos, a saber da verdade quando já não conseguimos permitir que as idéias diversas nos incomodem.

Ou seja, quando a ressaca moral passar e eu finalmente desistir, voltarei a dar chances aos moços alheios ao que gosto ou não. Afinal, beleza e capacidade de me deixar em silêncio são qualidades que independem de música e leituras.

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