Archive for March, 2008

Alice e eu voltávamos da escola. Paramos na sinaleira e uma mulher começou a puxar papo. Comentou que eu era novinha e perguntou se a Alice era minha.

- É, mas ela é comprida, viu? Tem só quatro anos…
- Mas quantos anos tu tens?
- Ahn, 20.
- Pois é

E pensei que lá vinha um discurso e o que veio foi…

… também sou mãe nova. Eu tenho uma filha de 29 e um de 23.

Ela parecia muito jovem. Eu daria uns 38 pra ela, no máximo.

Em duas quadras, ela dissertou sobre os sentimentos mais comuns; família, dinheiro, trabalho, cansaço, vontade de largar tudo e falta de disposição pra ter filhos depois.

Sim, concluímos que quem tem filhos cedo é porque “sabe” que não terá pique / condições / vontade de tê-los depois de mais velha.

Nos apresentamos (Marisa, ela, como minha mãe), ela me disse a real idade (43!) e o número de netos (dois! um de 11 anos e outro de 2 anos) e fui pra casa com a certeza de que nem tudo está perdido – mas que ainda terei muito tempo disso tudo.

Não pensem que era uma mulher de baixa renda ou milionária – justamente como eu, moradora da mesma região, fazendo compras nos mesmos lugares, usando roupas boas.

Nós duas sabemos que não foi falta de informação, foi falta de juízo – que veio pro bem.
Não fosse por acidente, jamais seríamos mães.

Ponto de vista

Entendo que o auditório sinta uma simpatia imediata pela mulher enganada. Mas assistindo à confissão pública do governador de Nova York, alguém deveria afirmar, de uma vez por todas, que quando um homem engana uma mulher, quem mais sofre, normalmente, é ele. Do princípio ao fim.”

Hmm, depende, Coutinho. O título de “maior sofrimento” todos querem e deve ser dado à/ao melhor atriz/ator, a ser eleito em cada caso específico.

No caso do gov. de NY, “the oscar’s goes to…” mulher enganada. Chorar como ela ao lado do marido, em público, não é pra qualquer uma. E o Coutinho diz que é difícil enganar a mulher, vida dupla e etc. Só que o cara simplesmente foi a um p*teiro, o que acaba com as dificuldades todas propostas pelo JP.

E encerro aqui mais um post “acordei como se não houvesse nada a fazer hoje”.

Assunto paralelo: preciso fechar o blog, o tuíter e colocar fora meu celular – estou a perder muito tempo com bobagens.

Diferenças entre Juno e mim

Eu entrego minha filha 3x na semana pra uma Vanessa. Heh.*

E garanto pra Juno que é bem mais complicado dar tchau pra filha 3x na semana que fazê-lo apenas uma vez na vida. Dói (façam as contas de 3x na semana multiplicado por meses, muitos meses, e igualem a n) n vezes mais.

*Vanessa, não fique brava, é que o filme é uma piada pronta! E mais uma vez agradeço ao Eric pela paciente companhia ;p

Playlists

Sou viciada em playlists. Como boa bobotecária, classifico as músicas por assunto. Mentira, minha classificação é totalmente arbitrária.

Eu tenho as playlists de tempo (nubaldo, sol, chuva); estações do ano; humor (o moody colabora muito pra essas); situações específicas (vide o songsforthedumped); palavras.

As playlists de palavras são as melhores. Tenho pretensões acerca dessas, mas nada de concreto – ainda.

Quero uma playlist cujas músicas contenham, no título ou não, em português ou não, a palavra… chiclete. Não vale axé, posto que não tenho músicas do estilo no HD.

O problema é que (ainda) não há um sistema de indexação de letras das músicas que tenho no meu iTunes, por exemplo. Só é possível indexá-las uma a uma, por um ser humano.

Como cada música pode ter mais de uma das minhas palavras, o trabalho pode levar anos. Muitos anos.

(essas divagações eu deixo pras calculadoras, pois não me interessam)

——

Lista de (outras) palavras que merecem uma playlist:

milk, myself, coffee, hair, rain, dance, tired, teddy bears, maybe, whatever.

E muitas, mas muitas outras. Tanto que criarei, num futuro distante, uma categoria chamada playlists e prometo postar as minhas playlists bizarras por aqui.

Espero que os leitores se divirtam, já que o blog está meio parado ultimamente.

——–

Esse post faz parte do “blogagem inédita“.

Juno: assisti-lo ou não?

Toda terça (ah, as terças…) passo em frente a Olaria e me pergunto: entrar ou não?

Eu tenho medo do filme. Medo mesmo.

Filmes com adolescentes grávidas me dão medo.
Se de me identificar, de não gostar, de ver um estereótipo… não sei. Sei que tenho medo.

Tentarei fazer o sacrifício nessa terça, depois da aula noturna.

Espero que o filme seja bom, como dizem. Ou será o último que vejo sobre o assunto…

Esqueci de lembrar…

Eu estava fazendo nada depois da minha dose de House de domingo e o twitter pulou com o seguinte: “‘Como esquecer alguém?’, o início da saga. http://tinyurl.com/2kq6bm”.

Como eu não posso ver tinyurls sem clicar – é um problema grave no escritório – li toda a saga da futura bibliotecária amiga dos meus amigos.

Achei a história dela igual a de muitas meninas, só achei interessante o fato de ela expor tudo isso de forma tão… exposta.

(eu não sei se o faria, mas achei muito bem feito. Já guardei os links pra mostrar pra Alice assim que ela tiver seu coraçãozinho despedaçado por algum idiotinha).

Em geral, sufocamos os nossos sentimentos. Sufocamos?

Bom, eu sou um caso atípico; não tenho sentimentos e só me preocupo comigo.

E é a minha receita pra esquecer pessoas: ser egoísta!

Aliás, algum dia precisei esquecer de alguém? Não que eu me lembre.

Eu e o Teleduc, uma história.

Conheço o teleduc desde o segundo ano do ensino médio, quando meu professor de biologia começou a utilizá-lo. Como ele também dá aulas para graduação e pós na UniLaSalle, trouxe a ferramenta para nós.

Continue reading ‘Eu e o Teleduc, uma história.’

Confirmado

Virei um zumbi. Pois tudo o que eu quero é arrastar os pés na poeira ficar sentada no sofá até o fim.

Edit: acho que sempre fui um zumbi, só não havia me dado conta. O bom é que a vida de um zumbi é simples.

Para os jogadores*

ganhamos

Ganhamos!

*o jogo, aquele.

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