Archive for September, 2007

Seminário de Filosofia

Pareceu boa idéia, o ambiente era conhecido de outros seminários – os de literatura – portanto ir sozinha não seria ruim.

Problema: eu não sei nada sobre filosofia.
Além disso, estou acostumada aos de literatura: domino o assunto, a nomenclatura, a fauna.
Fiquei surpresa, por exemplo, ao ver um número reduzido de senhoras de coque e de homens-mocinha!

Outra diferença notável é que ao final das palestras os filósofos… FAZEM PERGUNTAS! Quando são seminários de Literatura, é preciso implorar pra que alguma senhorinha questione alguma coisa.

O Eduardo teve de dizer que só dava pra fazer mais UMA pergunta, por conta do tempo.

O blá-blá-blá ainda não me entusiasmou, mas não posso dizer que fiquei de todo entediada.

Recomendo aos desocupados em sábados pela manhã.

Maiores informações procurem no site da Secretaria Municipal de Cultura, há de ter algo por lá – estou com preguiça de procurar.

Maldito teste gigantesco

Que eu vi no Träsel, me irritei e não terminei – há uma parte em que precisa ser rápido e com o trackpad eu sou uma lesma.
Vi no Marcus e fiquei mais irritada. Resolvi sair do mac e fazer no pc.
Demorou MUITO mais que eu imaginava, mas taí:

Joguinho Idiota

Dexter

1, 2, 3, testando.

Todos aí?

Aparentemente, sim.

20:46

Eu ia escrever um post gigantesco sobre inconstância, ao que leio meus e-mails.

Continue reading ‘20:46′

O que o blog me traz de bom?

Ou: uma resposta ao meme do Marcus.

Respondo com uma citação do Do Information Wants to Be Free:

Why do you blog? Looking at the responses I saw in the Survey of the Biblioblogosphere, I didn’t see anything about having the most subscribers, having the highest Google Page Rank, or being the most well-known blogger. I saw people who wanted to share information with others, who want to keep current, who want to become part of a community and who want to process their own ideas about professional issues. So, if you want to share information with others, it’s probably important to have an audience, but it probably doesn’t matter as much how many comments you get or how many people link to you. If your goal in blogging is to keep yourself current or to process your own ideas about professional issues, popularity shouldn’t matter at all. If your goal is to be part of a community, it shouldn’t matter how big or small that community is, but you may care about things like “conversational intensity” because you want to be a part of the community conversation. So, think about why you blog and let that guide your vision of success.

Eu sequer quero compartilhar informações de grande relevância profissional. Eu gosto mesmo é de compartilhar e discutir informações. Não é à toa que pretendo ser bibliotecária e trabalhar com INFORMAÇÃO. Nâo sou boa pra produzi-la, mas adoro lidar com ela. Difundi-la. Meu blog serve pra compartilhar, com os amigos anteriormente feitos e os surgidos via blog, as coisinhas da minha vida, da minha profissão, do meu mundinho.

As três melhores coisas que o blog me proporciona, portanto, são:

1. Difusão de informações
2. Conversação sobre informações
3. Know pessoas, não simplesmente met.

Eu, que tanto gosto da (cada vez mais) inculta e bela, ressinto-me de uma falta de diferenciação entre as formas de conhecer. Mas é coisa pra outro post.

O que o blog me traz de bom?

Ou: uma resposta ao meme do Marcus.

Respondo com uma citação do Do Information Wants to Be Free:

Why do you blog? Looking at the responses I saw in the Survey of the Biblioblogosphere, I didn’t see anything about having the most subscribers, having the highest Google Page Rank, or being the most well-known blogger. I saw people who wanted to share information with others, who want to keep current, who want to become part of a community and who want to process their own ideas about professional issues. So, if you want to share information with others, it’s probably important to have an audience, but it probably doesn’t matter as much how many comments you get or how many people link to you. If your goal in blogging is to keep yourself current or to process your own ideas about professional issues, popularity shouldn’t matter at all. If your goal is to be part of a community, it shouldn’t matter how big or small that community is, but you may care about things like “conversational intensity” because you want to be a part of the community conversation. So, think about why you blog and let that guide your vision of success.

Eu sequer quero compartilhar informações de grande relevância profissional. Eu gosto mesmo é de compartilhar e discutir informações. Não é à toa que pretendo ser bibliotecária e trabalhar com INFORMAÇÃO. Nâo sou boa pra produzi-la, mas adoro lidar com ela. Difundi-la. Meu blog serve pra compartilhar, com os amigos anteriormente feitos e os surgidos via blog, as coisinhas da minha vida, da minha profissão, do meu mundinho.

As três melhores coisas que o blog me proporciona, portanto, são:

1. Difusão de informações
2. Conversação sobre informações
3. Know pessoas, não simplesmente met.

Eu, que tanto gosto da (cada vez mais) inculta e bela, ressinto-me de uma falta de diferenciação entre as formas de conhecer. Mas é coisa pra outro post.

Eu quero sempre mais

Música da semana – ou da minha vida, que preciso mudar todo dia?

[audio:euquerosempremais.mp3]

Ira! – Eu quero sempre mais

Eu acho que já publiquei aqui algo sobre, mas deu-me vontade de publicar de novo.
Domingos, hmpf. TPM, hmpf.

20h domingo

- Mãe, eu quero uma gata rosa e roxa. E branca também.

- Hm, rosa e roxa é complicado. Branca até se acha. Um dia gente pode ter uma gatinha branca… Qual o nome tu vai dar pra ela?

(silêncio. cinco minutos depois…)

- Sílvia, mãe. A gata vai ser Sílvia.

- De onde tu tirou esse nome?

- É o nome da gata, oras.

- Ah, tá. Não esquecerei.

… e o papel do bibliotecário?

No post anterior falei sobre o papel dos pais na questão polêmica dos livros didáticos.

As pessoas esquecem que escolas e educação não se resumem às salas de aula. Há a família, os amigos, a biblioteca e o profssional que lá trabalha.

Creio que todos os bibliotecários desejam – ou deveriam desejar, como bons profissionais – ter uma biblioteca como a de Babel, que contemplasse todas as possibilidades, todos os pontos de vista.

Não só em função da política: se os alunos não compreendem bem as explicações do professor e do livro de química? Talvez uma outra abordagem possa ser mais clara para determinados alunos. Cada tem uma forma de compreender, e devemos disponibilizar às crianças outras leituras que não as padrão.

Dirão vocês que crianças não gostam de ler e não se interessam por olhar outras fontes. Te dou um toque? É papel do bibliotecário incentivar a leitura e a curiosidade sobre outras fontes.

Sugerir aos alunos que estudam pra uma prova outros livros didáticos já ajuda.

Papel dos pais…

Há muita besteira na Blogosfera ultimamente sobre a questão dos livros didáticos.

Falam apenas no papel dos professores sobre o assunto. Não que eu esperasse algo sobre os bibliotecários, mas uma palavrinha sobre os pais bastava.

De todas as reações sobre o assunto, a que mais gostei foi a do Liberal, Libertário, Libertino:

Os cidadãos, como o Kamel, têm direito de reclamar dos livros que julgam impróprios – não me parece que ele exigiu censura. Os professores, que são os profissionais da área, têm direito de escolher com quais livros querem trabalhar – o que já acontece. Então, tudo bem.

Se fosse um verdadeiro liberal, aliás, Kamel preferiria ter milhares de professores podendo escolher livremente milhares de livros, do que ter um único burocrata, em uma saleta em Brasília, decidindo o que todo mundo iria ler.

Pena que não acontece de fato. Há uma “democracia” no ensino público, isto é, todos os professores do Brasil usam os mesmos livros indicados pelo MEC, certo? Escolhidos por alguns deles de forma democrática, mas mesmo assim: acredito que cada professor deveria escolher o livro de seus alunos.

Caso os pais não gostassem da linha de professor “x”, deveriam poder trocar seus filhos de escola, já que a deveria ter todos o direito a uma educação públicagratuitaedequalidade e livre de patrulhas ideológicas.

O papel familiar é este: mostrar o contraponto. Ou não. Alguns contrapontos eu não quero pra minha filha. Aprender que a Princesa Isabel é uma feia e que o Mao era um bom amante em nada contribuiriam para a sua formação, por exemplo.

Claro, eu evitaria trocá-la de escola. Creio que bastaria dizer a ela que há um outro lado e que o professor o está omitindo. Repetirei a famosa frase do meu pai, ouvida tanto quanto eu estava à esquerda quanto quando me bandeei pra direita: “Carla, as coisas não são bem assim…”.

Fico feliz por ter atingido o equilíbrio. Muito influenciável, eu? Enquanto estava na escola, aprendi a ser de esquerda. No cursinho, aprendi a ser de direita. Agora, aprendi que não quero nem a direita cega, menos ainda a esquerda ensadecida.

Gostaria de ser apolítica. Mas não sei ser neutra. Resolvi ser crítica de todos os lados.

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