Archive for April, 2007

Paixão

Pode não parecer aos leitores dessa caca de blogue, mas eu sou fanática por futebol.

Há uns caras mais fanáticos que eu que escrevem muitíssimo bem sobre o assunto. Eu não me arriscaria a fazê-lo, apesar de entender do assunto, porque eu sou machista e acho ridículo mulheres se metendo nessa história. Mantenho meu vício guardado em casa e evito o assunto nas ruas. Só não deixo de flautear os colorados.

 Enfim, eu queria mesmo era falar sobre o Impedimento.

Caras que escrevem pérolas como essa

 Depois, o Juventude ainda tentou ciscar, teve uma gol anulado de forma totalmente errada pelo bandeira. Chegou até a empatar, mas instantes depois André saiu do gol como uma solteirona numa noite de sábado.

fazem mais que falar de futebol. Não sei o que é isso, se literatura ou o quê. Sei que acho fantástico.

Confiram o trabalho deles aqui.

Chocolate quente

O friozinho finalmente chegou a Porto Alegre. Sinto apenas que seja abril; o amado inverno deve chegar só em julho, por dois dias.
Isso se tivermos sorte.

Enfim, no primeiro dia FRIO do ano, eu costumo me empanturrar. No segundo também. Ano passado houveram muitos dias frios.
Engordei um monte. Emagreci tudo na primeira semana de calor.

A minha melhor receitinha no estilo 1000-calorias-em-uma-refeição é a seguinte:

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Curiosos?

Sim, não postei mais nada de músicas por aqui ultimamente.

Passem no songsforthedumped e saibam o que não sai da minha cabeça. O lastfm diz só o que ouvi no pc, não o que tocou na cachola.

Duas citações da minha última e inconclusa leitura (já reservei o livro pra terminar na semana próxima) :

Mas não é absurdo todo amor? Será Fulaninha mesmo tão maravilhosa? E Fulaninho terá razões para morrer de amores por ela? E por que é mais nobre o amor retribuído que o desinteressado e sem esperanças? Talvez o senhor pense que eu sou o mais infeliz dos homens. Sei que sem Emília não seria menos. O senhor dirá que tê-la com a tenho não é tê-la. Acaso há outra maneira de se ter alguém? Embora vivam juntos, os pais e os filhos, o homem e a mulher, não sabem que toda a comunicação é ilusória e que, definitivamente, cada qual permanece isolado em seu mistério?

Carta sobre Emília.

Gostei dessa primeira por ela abordar a mesma questão da frase do Sábato tão repetida em bebedeiras – Há só um túnel, obscuro e solitário: o meu – e por reduzir o amor a “será fulaninha tão maravilhosa/seria ele capaz de…”. na verdade todo o parágrafo caiu sobre mim como uma luvinha. Todo ele faz um sentido medonho, como se fosse escrito especialmente pra mim.

A outra frase é quase um clichê. Só não é clichê por ser escrita num formato lietrário muito bonito e, de certa foram, original. Gosto dos autores que dizem o óbvio de forma diferente da manada:

O tempo é o nome do amargo remédio do inconsolável

p. 118.

Tudo isso estava no

BIOY CASARES, Adolfo. Histórias de amor. Porto Alegre: L&PM, 1987.

Duas citações da minha última e inconclusa leitura (já reservei o livro pra terminar na semana próxima) :

Mas não é absurdo todo amor? Será Fulaninha mesmo tão maravilhosa? E Fulaninho terá razões para morrer de amores por ela? E por que é mais nobre o amor retribuído que o desinteressado e sem esperanças? Talvez o senhor pense que eu sou o mais infeliz dos homens. Sei que sem Emília não seria menos. O senhor dirá que tê-la com a tenho não é tê-la. Acaso há outra maneira de se ter alguém? Embora vivam juntos, os pais e os filhos, o homem e a mulher, não sabem que toda a comunicação é ilusória e que, definitivamente, cada qual permanece isolado em seu mistério?

Carta sobre Emília.

Gostei dessa primeira por ela abordar a mesma questão da frase do Sábato tão repetida em bebedeiras – Há só um túnel, obscuro e solitário: o meu – e por reduzir o amor a “será fulaninha tão maravilhosa/seria ele capaz de…”. na verdade todo o parágrafo caiu sobre mim como uma luvinha. Todo ele faz um sentido medonho, como se fosse escrito especialmente pra mim.

A outra frase é quase um clichê. Só não é clichê por ser escrita num formato lietrário muito bonito e, de certa foram, original. Gosto dos autores que dizem o óbvio de forma diferente da manada:

O tempo é o nome do amargo remédio do inconsolável

p. 118.

Tudo isso estava no

BIOY CASARES, Adolfo. Histórias de amor. Porto Alegre: L&PM, 1987.

Trabalhos forçados

Odeio ir pro Vale. ODEIO. Quer dizer, eu odeio entrar lá. A entrada me lembra um cemitério. Aquele verde todo…

Eu sempre sinto uma angústia do cão ao entrar lá. Como se fosse meu cortejo fúnebre, enfim. Mas desço do ônibus e passa, como mágica. As pessoas são mais agradáveis, há mais opções de compras (revistas, farmácia), de bibliotecas e de lugares pra comer que na FABICO. Por isso peguei o costume de almoçar num restaurante bem bacana, por kg, que tem por lá. Eu me sento, escuto musiquinhas, termino a refeição, leio em paz, fumo um cigarro, tomo um expresso… nada disso é possível com decência na FABICO.

Além disso, ir pro Vale é bom porque vejo e revejo pessoas. Ok, algumas eu não gostaria de encontrar, como aconteceu há algumas semanas, mas outras coincidências são bem-vindas., por exemplo: adorei ouvir a Simone falar sobre a dissertação dela (preciso marcar um café com essa guria!), encontrar a Lê (precisamos marcar um cinema!) e o esbarrão rápido que dei hoje no Cesar, cara muito legal que não via há séculos.

Enfim, eu pretendo esquecer que a entrada de lá parece um cemitério e aproveitar melhor meu período na Sibéria.

Os amigos que estão por lá e quiserem companhia pra almoços e colóquios, me encontrarão às segundas e quartas a um toque no celular.

Beboteconomia

Jornalistas e bibliotecários são mais parecidos do que supõe a vã filosofia de boteco fabicana. Claro, isso do meu ponto de vista. Pois o bibliotecário, na minha cabeça, não deve ser só a criatura capaz de indexar, catalogar e classificar. Não deve ser só o chato das normas. Não deve ser apenas o contador de histórias, nem o cara da referência. O bibliotecário precisaria saber escrever uma tese sobre o que tem na sua biblioteca, enquanto jornalistas deveriam escrever sobre qualquer coisa também, só que nada de tão científico, hehe.

Aliás, deveríamos estar aptos a escrever uma dissertação sobre qualquer assunto ao final do curso. Isso sem ter feito graduação alguma na área em questão. Afinal, sabemos onde encontrar as informações mais relevantes, sabemos escrever trabalhos acadêmicos, sabemos das normas necessárias… Mistura-se tudo e faz-se uma dissertação! Afinal, uma dissertação é um novo olhar sobre algo, enquanto uma tese é algo que ainda não foi escrito. Vocês dirão:

ok, pesquisar é fácil (?), estruturar um trabalho é simples (?), agora o novo olhar…

Bom, se depois de uma pequisa exaustiva, depois de escrever tooooda uma introdução e um desenvolvimento a criatura não for capaz de pensar em um novo olhar para o assunto, ou pelo menos ter uma visão crítica da coisa, aí é caso de polícia.

Tudo isso foi uma forma reducionista, irônica e bizarra¹ que encontrei de dizer duas coisinhas que considero essenciais:

1. o bibliotecário nunca será bom se não souber se colocar na pele do seu usuário.

2. a cada ano formam-se hordas de bibliotecários semi-analfabetos e/ou que não sabem pesquisar direito (?).²

Isso é absurdo e a solução é simples: façam a criatura escrever, ao final do curso, uma espécie de segundo TCC sobre qualquer outro assunto que não biblioteconomia e afins. Coloquem as criaturas a pesquisar e a escrever sobre física, filosofia, matemática, história, química, medicina molecular, antropologia, enfim, qualquer assunto mesmo.

A banca ideal: um professor de português, um professor da área escolhida e um bom professor da Biblio. Se destruir a inculta e bela, reprovado. Se fugir do assunto ou disser asneiras, reprovado. Se não aplicar bem as normas e não relatar como fez a pesquisa, como avaliou a confiabilidade das fontes e afins, reprovado. Eu penaria pra me formar, admito. Só que seria uma boa profissional e meus colegas idem.

¹ antes que venham com pedras e comentários imbecis.
² fato facilmente observável em listas de discussão da área, em sites de profissionais e na prática.

Mutantes dia 26 de maio

Eu vou. Quem mais?

Informações aqui.

Sei que é sem a Rita, sei de todos os pesares, mas não posso deixar de ir.

Personificação da delicadeza

Descreveram-me com perfeição aqui.

Que dizer? É tudo verdade.

Num dia ando em marcha pela FABICO e meus plec plecs são reconhecidos de longe pelas colegas. Passo reto por vários, com cara de má. No outro, cumprimento a todos com polidez e me comporto como uma mocinha. Num terceiro, chuto paredes e enforco colegas, como bem pode observar minha querida professora de Gestão, ela que jamais me indicará a estágio algum e sempre falará mal de mim nas reuniões do conselho.

Falta de educação? Sim, talvez.

Há também um detalhe importante a ser observado: há dias em que não queremos sair de casa. Ainda somos obrigados a cumprimentar? Às vezes consigo fingir que sou agradável, mas não é sempre que. Se me virem com cara de poucos amigos, deixem-me quieta ou será pior, hehehe.

Entretanto, sei que tenho passado dos limites. Ser uma pessoa volúvel é uma coisa. Comportar-se de forma insana é outra.

Sei que eu devo aprender a controlar minhas mudanças de humor…

Tags de volta

Como vocês podem perceber visualmente, meus posts voltaram a conter tags.

Eu ainda não sei o que dizer a respeito delas. Concordo com o que li no Blog do Saboya, em grande parte. As minhas discordâncias foram comentadas lá. Ainda acho que algumas tags podem ser inúteis, mas pseudo-organização nunca é demais.

O que vai determinar a utilidade e a relevância de uma tag é o usuário, como sempre. Os usuários determinam tudo. Dizem uns: isso é só um blog. Concordo. Agora, e os blogs relevantes? E as informações que estão na internet desorganizadas, i.e., praticamente todas? Poxa, peneirar informações no Google o tempo todo é atividade ingrata, levando em conta que o volume de informação só aumenta e que podemos facilitar a recuperação de informações. Eu sinto-me na obrigação de pensar seriamente sobre as minhas tags e minhas categorias por ser uma profissional da informação (odeio essa expressão) e por saber que se não conseguir organizar a minha própria bagunça jamais serei capaz de organizar a alheia.

Eu ainda imagino que as tags são como um índice e que as categorias são uma classificação por assunto, mas posso estar errada. Enquanto alguém não se coçar pra criar uma teoria, eu fico com as minhas analogias toscas de graduanda.

As tags voltaram, as categorias ainda não. Estou procurando a melhor forma de classificar as porcarias desconexas que escrevo, mas está assaz complicado.

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