Archive for December, 2006

This will be our year!

Um feliz 2007 pra todos os leitores, amigos e desconhecidos.

Ah, leiam isso ouvindo: The Zombies – This will be our year.
(a letra tá por aí, procurem no blog, mesmo)

Obrigada versão 2006

Por quem começar? Tanta gente foi essencial nesse ano…

Alice, meu amor. Sei que tu só lerás isso mais velha, ou talvez nem leia. Mamãe te ama muito e só tem a te agradecer por ser tão boazinha e obediente. Uma das únicas promessas pra 2007: tentar ser uma mãe melhor.

Mãe, Pai, Carlos, Vó, Tia Liete: agradecimento em bloco pra família. Estavam presentes sempre que precisei – ou sempre que eu merecia ;p -, sempre com os braços abertos pra essa filha/irmã/neta/sobrinha chata e mal-agradecida.

Wei, Nessa, Joana e Victor, obrigada por cuidarem tão bem da Alice quando ela está com vocês.

Amigos queridos:

Julia, obrigada pela paciência e por aturar minhas lamúrias. Devo-te tanto que não sei com que cheque pagar.

Carol, Lilly, Loiva: minhas queridas entrelinhas! Pobres de vocês, que agüentaram essa mala que vos escreve o ano inteiro na FABICO. Espero que me perdoem pela minha chatice, pelos meus ataques de tpm, pelos xingamentos múltiplos. Não saberia suportar aquele ambiente hostil biblio/comunicação sem vocês. Pode parecer meio forte pra quem não nos conhece, mas amo vocês demais! Os votos do Natal: muito arerê, muito café, muitas surpresas, muita coisa boa, que depois desse 2006 merecemos. Em dobro, eu diria.

Moncks, Maria Cláudia, Maria Rita: tanto tempo e vocês ainda por aqui… Contem sempre comigo, tanto pra uma ceva na cidade baixa quanto pra reclamar dessa vidinha. Obrigada pelo carinho, pelos ouvidos e pela companhia! Muito amor e sacanagem pra nós em 2007!

sem-nome e ivi: acho que ninguéns me ouviram reclamar TANTO quanto vocês. William, obrigada por estar sempre disponível pras minhas ligações intermináveis. Obrigada por existirem. 2007? Em 2007 tudo vai passar, 2006 já ficou. Tudo vai passar, certo? Certo.

Agradeço também a (em ordem de… sei lá):

Kei, Brunno, Ulisses, Leticia, Jonas, Felipe, Tati, Marcela, Krause, Dani, Coi, Marcel, Spiff, Aline, Milinha, Fóra, Ponk, Rick, Poliana, Derbi, Burbles, Kika, Oct, Guadalupe, Tales, Marcus, Paulo Madafoka, Gabilan, Galileu, Roger, Samile e Jussara.

Motivos? presença, companhia, tragões, traguinhos, ajudinhas, ajudonas, conselhos e ensinamentos.

Que em 2007 eu possa agradecer a vocês todos novamente.

Protected: Protected: testando ferramenta – nem tentem clicar

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Retrospecpuny

Ou como foi meu 2006:

Começou aqui em casa, com amigos queridos que acompanharam-me durante o ano.

Janeiro e fevereiro estudei francês e passei no vestibular.

Lá por março entrei pra FABICO.

Vida estagnada até o final do semestre.

Após as ‘férias’ (de trabalho e aniversário) volta à rotina.

Segundo semestre corrido, nem vi passar – mentira, vi sim.

Final de ano ensandecido.

Parece que as coisas terminarão como em 2005: sensação de dever cumprido.

Casa nova

Espero que todos gostem daqui.
Eu me sinto confortável.
Ainda falta arrumar os links e várias outras coisinhas, mas um dia eu faço tudo isso.

Sim, livrei-me da magia e encantamento do wp.com e sua gratuidade. Agora eu pago pra escrever bobagens e mantê-las públicas. Insanidade? Sim. Aliás, do meu parco dinheirinho faço o que eu quiser. Lembrem-se que não poderei levá-lo comigo. Como diria minha mãe: mas quem fica precisa dele. Sim, eu sei que quem fica precisa dele. Só que as contas aqui em casa são bem divididas: o que cabe a Alice e a sua poupança não faz parte do pacote parco-dinheirinho-da-puny.
Não consigo lembrar de mais nenhuma objeção. Comentem que responderei aos poucos.

Tudo muda, nada muda

Ano novo, endereço novo, estado novo.

Logo será ano velho, endereço velho e estado velho.

Típico post que deve ser lido e não compreendido por todos.

cya

Vou pra uma temporada de férias nas montanhas geladas e volto em breve.

Teremos mudanças por aqui quando eu retornar.

Os amigos sabem o telefone para contato.

Email? Existe lanhouse nas montanhas, mas meu acesso será bem reduzido.

edit: voltei das montanhas, estava fresquinho.

Eu sabia

Eu vou ficar super estressada*, mas eu vou ter orgulho de dizer isso. Eu vou ter orgulho de dizer que eu sou, sim, capaz de tudo o que eu quero, apesar dos meus pesares. Eu vou trabalhar, fazer faculdade, estudar francês, cuidar da casa e cuidar da Alice. Se bobear, começo academia (brincadeirinha!).
Não há limites para a pequena puny.

Escrito em 15 de fevereiro deste ano. Só faltou a academia.

Repito o mantra, pois em 2007:

Eu vou ficar super-estressada, mas eu vou ter orgulho de dizer isso. Eu vou ter orgulho de dizer que eu sou, sim, capaz de tudo o que eu quero, apesar dos meus pesares. Eu vou trabalhar (5 horas a mais que neste ano), fazer faculdade (todas as disciplinas obrigatórias), estudar francês (apenas nas férias :/ ), cuidar da casa e da Alice. Se bobear, começo academia (brincadeirinha uma ova, eu preciso!).

Não duvidem. Não adiantará, ho ho ho ho.

*aprender a escrever precisa entrar na lista, aussi.

P.S.: nada relacionado ao post, exceto pelo título.

Definitivamente, dou a mínima importância pra coisas mínimas. Claro, meu bom coraçãozinho fica enternecido ao ler e presenciar certas cenas. Penso só que já vi esse filme e que por um lado, é bom; sou muito feliz de ser a Carla e sou muito orgulhosa das minhas escolhas. Cada vez mais fico com a sensação de que acertei, em cheio e na mosca. Infelizmente, nem todos os laços podem ser cortados.

Medo

Ontem comecei a ler Quando Nietzsche Chorou.

Fui aproximadamente até a metade. Comecei pensando: leitura fast-food, das que matam a fome por um livrinho leve e com historinha sobre filósofos, hmmmm.

Aí senti um dejá vu (sei lá se escreve assim, isso não é importante no momento): já discuti isso, já li sobre isso, já discuti isso também, esse diálogo sobre suicídio já tive.

Falta de sentido já discuti, vontade de fugir já discuti também…

Agora que pressinto um final, tanto pelos rumos da história tanto quanto pelas páginas minguantes, tenho medo e paro.

Paro e penso que estou com medo. De novo. Paranóia. Medo do final do livro, medo da vontade de fugir que assolou-me ontem, medo do que acontecerá amanhã. Sou tão insegura a ponto de ter medo que tudo aconteça da pior forma possível: amanhã posso ser atropelada, amanhã posso enfrentar problemas graves, amanhã posso ser rejeitada ser sequer ter sido querida – entendam amanhã por futuro, pois bem.

O pior é que, normalmente, minha angústia corresponde fielmente à realidade. Ela é mais intensa, mas quando pressinto coisas boas, sinto meu estômago leve; coisas ruins, estômago pesado. Hoje estou com estômago pesado, inquieta, lendo demais até pra mim.

Só o que eu quero é que me digam que estou errada e que vai ficar tudo bem.

Edit: terminei o livro. Sua boba, não precisava temer. Não estaria entre o mais vendidos se fosse trágico e não trouxesse uma mensagem de esperança ;P

Ao que interessa, i.e., análise da obra: é fast-food por ser rápido de ler, mas não é tão simples de digerir se a criatura resolve pensar além do que o livro propõe, se já tem leituras anteriores e experiências de vida que possibilitem uma reflexão menos banal sobre tudo aquilo. Resumindo, um livro que agrada a todos. Não encontrei restrições lingüísticas, a edição é razoável apesar dos meus receios da Ediouro, só acho que a história poderia e deveria ser melhor contada. Sim, estou mal acostumada. Muito Dostoiévski dá nisso: quero sempre literatura fina. Preciso baixar o nível de exigência, não faltam muitas obras do Dostô e me sentirei muito órfã sem ele.

Ah, falando em Dostô: terminei ontem de madrugada Recordações da Casa dos Mortos. O livro só não é melhor porque a editora (Nova Alexandria) é péssima comparada com a 34: a encadernação tem fundo laranja, péssimo pra leitura; a tinta parecia ter borrado em diversas páginas; senti erros de digitação e, pasmem, notas de rodapé sem número no texto. Como se eu colocasse uma nota nesta palavra, a explicasse numa nota de número, sei lá, 3, e o número não constasse no texto! Claro, eu li a nota e compreendi, pesquei a palavra no texto, não sou néscia a esse ponto, entretanto, mostra total desleixo pra uma obra cara como essa.

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