“Como se reconhece um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como se reconhece um anti-comunista? É alguém que compreende Marx e Lênin…”
Ronald Reagan
“Como se reconhece um comunista? Bem, é alguém que lê Marx e Lênin. E como se reconhece um anti-comunista? É alguém que compreende Marx e Lênin…”
Ronald Reagan
Como eu caminhei hoje… Os resultados seriam melhores se eu tivesse ficado em casa, lendo.
Terminei Os Demônios hoje pela manhã. Na verdade, havia terminado de fato ontem à noite, faltava hoje ler apenas uma parte que foi adicionada depois. Gostei muito do livro. Ouso até repetir o que eu disse pra kika dia desses; gostei mais d'O Idiota e d'Os Demônios que de Crime e Castigo. Sei que é sempre difícil livrar-se das personages do Dostô. Estão todas aqui, ainda, e misturam-se em minha cabeça oca. É impossível não pensar no príncipe Míchkin, na Nastácia, na Aglaia. As idéias de Kírillov, que podem ser lidas aqui (no dia 23)*, não saem da cabeça. Tudo termina com tantas e tantas mortes, todas tão… Ai, como sou sensível!
Vou agora reler algo um pouco mais leve. Ainda estou em dúvida; contos do Machado, Cortázar ou Joaquim Manuel de Macedo? Tá, A Moreninha já é exagero! Depois vou ler algo que alguém empreste; Irmãos Karamázov, provavelmente.
*créditos? sem-nome, pra variar
Sim! "De novo, de novo!"
Ontem tomei um tal de clight de chá mate… Nossa! Pior que cafeína pura! Custei a dormir… Acordei hoje sem maiores dificuldades, apesar de ter dormido apenas cinco horas – se é que cheguei a tanto. Na aula, entretanto, tive sérios problemas: entendi a matéria, pensei sobre ela, formulei minha opinião e não consegui expô-la! Nada! Nem para uma colega, menos ainda pro resto da turma. Confesso que até agora estou meio zonza… As idéias andam se sobrepondo em minha cabeça oca. Acho que é excesso de reflexão; minha mente ociosa não está acostumada a pensar. O mais provável é que seja excesso de informação. Discutimos muito isso em aula; bombardeando alguém com informações, confundimos a criatura. É uma estratégia excelente; a pessoa crê que esteja informada, mas na verdade, sabe de nada… No momento, é o meu caso. Leio pouco o que importa e escuto muitas besteiras… Não é proposital; que culpa eu tenho? As bibliografias indicadas… Ai… Claro, leio pouco o que importa por minha culpa, também. Se eu estivesse mais interessada, procuraria bibliografias melhores. Só que minhas leituras particulares consomem muito tempo e o Dostô anda tão bom!
Vou é tentar ler, estudar, aprender e pesquisar. Ou então vou desistir de vez de falar qualquer coisa.
Minha preguiça está me empurrando para a segunda opção. Viva o clight chá mate!
Agora, que já posso tomar clight em paz, ele está acabando! Será que são coisas relacionadas?
A comunicação com quem não é daqui é complicada… Além das clássicas abreviações, temos muitas palavras de uso nosso. Há um Dicionário de Porto-Alegrês do Fischer (não do Sérgio, do Luís Augusto), só que ele contém diversas expressões que não usamos, e nunca o li de cabo a rabo para saber se contém todas as mais utilizadas.
As mais úteis traduções, feitas por mim de forma terrível, são:
Bah – pode ser qualquer coisa. Desistam. Variações: beh, boh.
Brigadiano (ou, muito vulgarmente, porco) – Policial Militar
Fazido – sujeito que se faz. De salame. (frase clássica: "tu te faaaz de salaame, né?") Resumindo: sujeito que mente, omite, enrola demais ou se faz de difícil. Do tipo: "Vamos ao cinema hoje? Ah, to sem grana. Mas eu te pago! Capaz, não precisa, magiiiina. Ah, não te faz, vamo." Ou então: "Ah, tu sabe que eu te adoro. Adora uma ova. Ai, criatura fazida, tu sabe que eu te amo." Emos são criaturas naturalmente fazidas.
Sinaleira – aquele troço tem três lâmpadas: vermelho, amarelo e verde, e que muda pras pessoas e os carros ficarem em sincronia. Sim, eu me recuso a chamar aquilo de outra coisa.
Negrinho – quando um gaúcho diz que vai comer negrinho, não há pedofilia nem racismo no meio. É só um brigadeiro, como vocês chamam.
Cacetinho – quando o mesmo gaúcho macho e viril diz que vai comer um cacetinho, ninguém vai olhar torto. É o tal pão francês do resto do Brasil.
Lomba – ladeira.
Tunda – bater muito numa criatura. É utilizado como objeto direto do verbo dar ou do verbo tomar. Exemplo: "Tu vai tomar uma tunda, guri! É, filho, vou te dar uma tunda se tu não te comportar."
Por enquanto é isso. Quem lembrar de mais alguns aí, pode tocar nos comentários.
Créditos pra chemi, por dar o nome do post e por me ajudar a explicar o que é um ser fazido!
Ando pensando muito e escrevendo pouco. Ou melhor, ando lendo muito e pensando pouco, escrevendo quase nada. Na verdade, eu até escrevi bastante hoje; mas nada publicável. Escrevi até na aula do tio ted. E finalmente entendi como ele fala solidariedade. soledariedade
Ou coisa do gênero, a fono tá bem longe de mim *xô, área da saúde!*
Na próxima aula, ele começa Marx. Confesso que temo pela minha integridade mental. Enfim, eu vou suportar, nem que seja pela presença ;P
Dessa vez vai o clipe. A letra vocês encontram facilmente o Google, né?
Steady as She Goes – The Raconteurs
Custa revisar um texto antes de publicar?
"no placar uol: O São Paulo, que estreou com derrota sobre o Flamengo, vai a Fortaleza enfrentar o time da casa e busca o segundo triunfo na competição"
Créditos: sem-nome, pra variar. Ele colou-me esse absurdo por MSN. Francamente, já és co-autor do meu blogue!
Será o Benedito? Não posso mais tomar clight em paz?
Francamente, francamente…