Meu mundo caiu

Númeração de páginas by ABNT

As entradas de capítulo SÃO numeradas, portanto. E desde que entrei nessa porcaria desse no curso de biblioteconomia tento fazer isso direito num processador de texto qualquer. Agora que eu finalmente aprendi, aprendi também que É CONTRA A NORMA OCULTAR PÁGINAS NUM NOVO CAPÍTULO.

Ninguém mandou eu ler a norma pelos olhos de algumas professoras.

Meu mundo caiu.

Antes que perguntem

Não há nada de errado com filha, namorado, trabalho, faculdade e amigos. Eu só gostaria de ser completa em cada partezinha da minha vida, sem compartimentar / dividir / partilhar horários e atenções.

Não existem fórmulas pré-estabelecidas, apesar de quererem nos fazer acreditar que, ao usar uma agenda, conseguiremos abstrair todo o resto e pensar em cada coisa de uma vez. Apenas seres muito limitados realizam uma tarefa por vez. Humanos vivem a pensar em mil coisas até explodirem.

Não é só a minha divisão que me incomoda; também gostaria de perceber que os outros estão completos ao meu lado, sem outras preocupações e problemas. Se até crianças hoje em dia andam com suas cabecinhas na lua, como esperar que um adulto consiga focar a sua atenção em alguma companhia?

E não entendo porque eu ainda me ocupo de música e política se meu fone esquerdo estourou e se nada mais importa além de sucesso & dinheiro – não que algo diferente disso importe nesse instante.

A verdade é que apesar de ir contra meus princípios percebi agorinha que preciso URG organizar e compartimentar meu tempo. Aceito sugestões e planilhas via correio eletrônico.

Sharing

Dividir é tarefa inglória. Eu ando insuportavelmente irritada com a idéia de compartilhar.

Sei que a vida humana gira em torno disso; que o del.icio.us, o wordpress, o google reader, o universo e tudo o mais têm por base a idéia de compartilhar.

Pode parecer haver uma diferença substancial nos conceitos dividir (perde-se uma parte) e compartilhar, mas o fato é que em dado momento torna-se impossível compartilhar sem dividir.

Eis que estou aqui, egoisticamente usando meu tempo só pra mim e dividindo, com leitores (se ainda existirem) a minha angústia sobre compartilhar. Só sei que perco meu tempo. Que deveria ser meu, não de leitores e explicações.

Desisti.

Plata Quemada

Na sessão pão de queijo de cinema (que ocorre sempre no meu sofá) de 21/03, assisti a dois filmes MUITO diferentes: O Nevoeiro e Plata Quemada.

Os dois são ótimos, marcantes, etc. e tal mas cenas como esta:

me fizeram preferir o segundo. Em um pequeno trecho, temos uma amostra da ausência do politicamente correto e do humor que o filme apresenta.

Além disso, creio que seja o filme que retrata homossexuais masculinos com mais naturalidade que eu já vi.

Mesmo as cenas hétero espantam pela verossimilhança. Quem nunca viu, por exemplo, mocinhas histéricas se agarrando no namorado quando ele chega do trabalho? Ou então uma mocinha carente choramingando entre os joelhos pra que o namoradinho não vá embora?

Claro, o enfoque do filme não é esse: conta a história real de um assalto na Argentina, com uma fuga que termina no Uruguai. Mas é bom observar todas as ações secundárias.

Recomendo o filme e uma pesquisa sobre a história, que é excelente.

É Sopa!

Amanhã eu bato um recorde: sete dias seguidos cozinhando todos os dias, pelo menos em uma das refeições. Pra quem odiava a cozinha é uma marca e tanto!

Aprendi que no início a comida estava mais elaborada; com o passar dos dias e o aumento da TPM, a vontade de cozinhar caiu lá no dedão. Hoje, atingiu o fundo do poço: SOPA!

Mafalda odeia sopas; a Alice, não.
Antes de me xingarem por fazer a minha filha sofrer uma sopa, fiquem sabendo que a “sugestão” foi dela: “Mãe, quero massa com caldinho!”
Unindo a vontade da pequena com a minha preguiça de elaborar um superprato, fiz a minha sopinha tradicional.

Meu segredo pra que a sopa não fique com cara dos cremes feios & ralos da mãe da Mafalda é fazer a massa em separado, já que ela tem um tempo de cozimento diferente do dos legumes. Gosto também de colocar molho de tomate, beterraba e moranga, pra ficar com uma cor bem saudável. A de hoje ficou sem a moranga, mas ficou bonitinha da mesma forma:
Sopa

Ficadica: sopa pode ser muito prática e gostosa. Experimentem!

Quem quer ser um roteirista?

A Alice quer, porque as historinhas que ela inventa são melhores que a do filme-título do post. Não me lembro de ter visto filme mais pueril em termos de roteiro nos últimos… dois anos? Até mesmo filmes infantis, como Wall-E, Bee Movie, Horton e o Mundo dos Quem?, têm roteiros de gente grande comparados a Quem quer ser um milionário?
O filme enganou bem no início: a história apresentava várias possibilidades pra se desenrolar de uma forma boa, inteligente. A partir do meio do filme, entretanto, o que presenciei foi uma sucessão de clichês, que não descreverei pra evitar spoilers.
Definitivamente, não mereceria ter tirado os Oscar de O Curioso Caso de Benjamin Button. Trocar Fitzgerald por AQUILO foi o maior tiro no pé que a Academia poderia ter dado.

De pernas pro ar

pernas-pra-cima

Eu ando com desejos de passar as férias assim. Pena que os compromissos sejam tantos… a ponto de eu não me sentir em férias escolares.

Mas não só elas me sufocam.

Eu estabeleci uma nova rotina pra mim. Estou MUITO mais feliz do que já estava — observem que sou uma pessoa feliz já há vários meses — mas, ao mesmo tempo, sinto a necessidade de largar essa felicidade toda, essa organização toda e voltar a ser uma mocinha inconsequente, que deixa louça suja na pia, que não passa hidratante, que almoça e janta um salgado qualquer.

Sobre o feed

Leitores com problemas, atenção: o feed do meu blog é http://feeds.feedburner.com/Enfim
Quem assinava direto pelo Enfim ou direto pelo wordpress, deve mudar! Caso eu mude de domínio de novo, fica mais simples.

Distrações

A sensação horrível de estar permanentemente me distraindo não sai de mim.

Não distraída como os que necessitam de ritalina — sou concentrada até demais — mas como se todas as minhas ações servissem pra distrair a minha cabeça de algo importante.

Se estou com a Alice estou me distraindo — do quê?
Se estou com o Guilherme estou me distraindo — por quê?
Se vejo um filme, se ouço música, se leio ou se trabalho. Se estudo, se saio pra dançar, se resolvo beber. Tudo é distração.

Como se eu estivesse escondendo algo grave de mim. “Não posso perceber, não posso descobrir, preciso me distrair.”

Tenho uma necessidade mosntruosa de manter a cabeça ocupada. Quando, finalmente, consigo me libertar de todas as distrações usuais, vem o barulho do chuveiro, os buracos na parede, os quadros tortos, a bagunça generalizada.

Pode ser porque “había un solo túne, oscuro y solitario: el mío.” Sempre estamos tentando esquecer o fato de que, no fundo, somos todos sozinhos. Entretanto, suspeito que haja algo mais. Nem sei se quero descobrir o que é. Afinal, é hora de tomar um chimarrão e comer uma pipoca.

Resolução nº 1, de 28 de dezembro de 2009

A presidente da vidinha da Carla, no uso de suas atribuições legais e regimentais, com base no Processo Administrativo interno de n. 1005,

RESOLVE:

Art. 1º Os passos, durante o exercício de 2009, devem ser menores que o tamanho das pernas.

§ 1º: Os passos estudantis e que objetivem aprovação em concurso público podem, se necessário, apresentar tamanho um pouco maior que o das pernas.

§ 2º: Os passos econômicos devem ser ainda mais curtos que o tamanho regulamentar dos passos de pernas.

Art. 2º Essa resolução entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2009.

PUBLIQUE-SE, REGISTRE-SE, CUMPRA-SE.

Carla Castilhos
Presidente da Vidinha da Carla

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